Presidente para toda obra

Neri Colombo presidente o G.E. Loreto há 10 anos: ele faz tudo pelo amor que tem ao clube

Há 10 anos como presidente do Grêmio Esportivo Loreto, Neri Caberlon está longe de ser o dirigente que fica delegando tarefas. “O futebol é comigo, monto as equipes. Mas, quando precisa, ajudo até a buscar a bola, como gandula”, explica. Um exemplo dessa disposição está no acidente que o forçou a sofrer um transplante de córnea. Em 2010, ele estava ajudando a pintar o gramado, quando uma gota do produto atingiu um olho. Assim, teve que deixar por um tempo os gramados, onde atuava como atacante, embora esteja nos planos o retorno no ano que vem. Natural de São Valentim, comunidade próxima a Loreto, Neri começou a jogar nesse clube com 13 anos, como dente de leite. Desde então, apenas por três anos ficou fora, quando defendeu o São Vigîlio. “Costumo brincar dizendo que foi lá que eu ganhei o único título como jogador em campeonatos oficiais, pois o Loreto começou a participar do Integração em 2010. Antes, só jogava em torneios de comunidades, onde ganhou vários troféus.” Neste ano, o Loreto parti-cipou do Integração apenas nas categorias suplentes e titulares. O motivo de ausência nas demais foi financeiro. “Decidimos inves-tir na estrutura. A gente não teria condições de investir para fazer times qualificados de másters e veteranos”, afirma. Apenas o time de suplentes avançou às quartas de final, e na oitava colocação. Assim, terá que encarar o Alviverde, primeiro lugar. “O importante era a classificação. Agora começa outro campeonato, a motivação é diferente”, projeta, destacando que a semana foi de muitos contatos com o grupo de jogadores. Inclusive está previsto em jantar nesta sexta-feira para unir ainda mais o grupo. Em relação ao grupo titular, o presidente diz que a equipe era nova e começou mal. Depois, quando se ajustou, após algumas mudanças, evoluiu e, nos últimos sete jogos, obteve três vitórias, três empates e apenas uma derrota. “Ficamos em nono lugar. Faltaram dois pontos”, lamenta.

Apoio limitado Neri admite que o clube, por ter uma direção sem vínculo com a da comunidade, acaba recebendo um apoio restrito. “Trabalhamos com nossas próprias forças”, diz, colocando na realização de eventos, como jantares, uma das principais fontes de renda, assim como a copa nos jogos. Por isso, existe o projeto de ampliar o espaço para essas atividades, hoje limitado a 200 pessoas. O salão da comunidade é utilizado para um baile de casais por ano, mas há um custo para o clube. Sobre as equipes deste ano, a titular foi constituída por jogadores de fora da comunidade, enquanto a suplentes teve a metade de Loreto. Integrando diretorias em 13 dos últimos 16 anos, para 2017 Neri quer ficar apenas com o futebol, embora encontre dificuldades para encontrar um substituto. “Ninguém quer assumir a bronca”, brinca. Mas planeja agora formar equipes mais fortes, para chegar. No último domingo, um xará famoso foi eleito para a Câmara de Vereadores. Quando as pessoas o relacionam ao Neri, o carteiro, ele mostra bom humor: “Infelizmente não era eu. Gostaria de ter sido.” (Texto: Elizeu Evangelista).

SAIBA MAIS Neri Paulo Caberlon 43 anos Nasceu em Caxias do Sul Solteiro Trabalha como vendedor

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