"Ele veio na maldade, para estragar", diz Bahia sobre lesão que teve no joelho

30/09/2016

 

 Bahia (D) - esta foto é do ano passado, quando ele jogava no Tunas Altas, mas lesão foi no último sábado, 24 de setembro, atuando pelo Pedancino na Copa União - fica sem jogar e trabalhar por um longo período

 

 

A partida estava no final do segundo tempo e o Pedancino perdia por 3 x 0 para o São Francisco, no campo dessa equipe, no confronto de volta das quartas de final da ca-tegoria veteranos da Copa União de Clubes, no último sábado. Foi quando o meio-campista Vanderlei da Silva, o Bahia, do time visitante, recebeu uma bola na frente, ainda no meio do campo. Correu na direção dela, mas...
“O cara deu um carrinho com os dois pés. Na hora, achei que tinha quebrado”, lembra Bahia, 37 anos, sobre a dor que sentiu na perna direita instantes depois da chegada do adversário. Não foi fratura, mas o resultado não ficou abaixo disso: lesões nos ligamentos cruzados, no lateral e nos meniscos.
E, para piorar, o incidente ocorreu dois dias antes dele passar pelo período de experiência na empresa Alumiglass, na qual conseguiu emprego oito meses após a saída da Marcopolo.
“Ele veio na maldade, para estragar”, lamenta Bahia. “O jogo iria para a prorrogação e zeraria tudo, eles só precisariam do empate.” E o pior é que Índio, responsável pelo lance, recebeu apenas o cartão amarelo. Pouco depois, devido a outra falta violenta, acabou expulso.
“Não fico triste por mim, mas por ele. Todos olharam para ele, não para mim. O nome dele foi para baixo, não o meu. Joguei Integração, Copa Amizade, Citadino, além da Copa União, e nunca machuquei ninguém”, afirma. “E, no final, acabou prejudicando o time dele, pois o nosso se classificou às semifinais”, completa.
 
Espera
Por não ter cumprido os prazos de carência do plano de saúde, Bahia depende do SUS para fazer a cirurgia. Apesar disso, ele se mostra otimista e com muita vontade de voltar a jogar, especialmente para repetir a experiência de atuar ao lado do filho Gustavo Henrique, 15 anos, após um Interbairros. Ele tem ainda a filha Rúbia, de sete anos.
O meia destaca o apoio que vem recebendo da direção e colegas do Pedancino e, em especial da mulher, Márcia. “Quando cheguei em casa, machucado, ao invés de reclamar e se queixar, ela me deu muita força”, conta.
Filho do ex-jogador, técnico e árbitro Rubão, Bahia tem o futebol no sangue. Mesmo sentindo os prejuízos que está tendo na vida pessoal, ele lembra uma frase do pai para tentar superar o momento. “O cara que entra em campo está sujeito a tudo.”

 

 

 

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