Goleiro especial, Leo acredita que o Bevilacqua possa chegar ao título


Goleiro da categoria titulares do Bevilacqua, Leonardo Peruzzo, o Leo, jogou futsal na Enxuta, foi para o campo, no Juventude, chegou à Seleção Brasileira e foi atuar na Itália

Natural de Caxias do Sul, 28 anos de idade, Leonardo Peruzzo, o Leo, é sem dúvida alguma um dos melhores goleiros do futebol amador de Caxias do Sul. Desde que abandonou de vez a ideia de se tornar jogador profissional, em 2010, brilha no gol do Esporte Clube Bevilacqua, onde se tornou campeão da Copa União de Clubes, justamente no ano em que estreou nessa agremiação, então na categoria suplente. Leo esteve muito perto de ser atleta profissional, talvez lhe tenha faltado aquele algo mais na busca de seu grande sonho, talvez até lhe tenha faltado a sorte que outros meninos como ele tiveram. Iniciou no futsal, na Enxuta, em 97, último ano dessa agremiação, que depois se tornou Juventude, UCS, UCS/Cortiana. Dois anos depois, foi para o futebol do Juventude, levado por Jonas da Rosa, ainda hoje o maior descobridor de ta-lentos da equipe esmeraldina. No Jaconi, ficou de 99 (tinha 11 anos de idade) até 2007, tendo inclusive participado da Taça São Paulo de Futebol Júnior daquela temporada. Foi o ano em que o Juventude caiu para a Série B do Brasileirão. De contrato rescindido, Leo foi contatado pelo então empresário Nei Rama, iniciando as tratativas para tentar a sorte no futebol italiano, uma vez que teria facilidades para tratar da dupla cidadania. Para não perder o ritmo, foi treinar no primeiro semestre de 2008 no PSTC, escolinha de Londrina, no Paraná, conveniada com o Atlético Paranaense. No segundo semestre, finalmente, embarcou para a Itália. Foi atuar no Chievo, da cidade de Verona, mas ficou apenas seis meses, uma vez que o clube italiano teve receio de que o contrato de Leo pudesse trazer transtornos devido às leis do país em se tratando de garotos da base. Em 2009, foi para o Trento Calcio, equipe da Série C, ficando uma temporada. Contudo, teve um ano muito difícil, de muitas lesões e a falta de sequência de jogos. Resolveu que era a hora de voltar para Caxias do Sul, para o convívio com os familiares e novamente investir nos estudos. Em 2014, formou-se em Comércio Exterior, na UCS, agora faz MBA na FGV, e trabalha na Gerdau. No futebol propriamente dito, quando voltou, foi convidado pelo amigo Gustavo Boff para jogar no Bevilacqua. Era 2010, o técnico era Jajá, ex-jogador do Caxias, e naquele ano, na categoria suplente, Leo sagrou-se campeão. Em 2011, passou a atuar no time principal, onde se encontra até hoje, contando com admiradores da comunidade e amizade dos companheiros, que gostam muito dele. “O Leo é muito querido por todos, o pessoal da equipe o tem como um grande amigo, todos gostam dele”, disse a senhora Valgarete Palandi, na tarde do domingo, 28 de agosto, quando Leo e seus companheiros entravam em campo para enfrentar o Conceição da Linha Feijó. Valgarete é esposa de Juarez Palandi, presidente da Copa União de Clubes, ambos com forte ligação com a agremiação de Bevilacqua. Na entrevista realizada na última quarta-feira, feriado da Independência, Leonardo Peruzzo, o Leo, abordou todas essas questões e também falou das possibilidades do Bevilacqua se tornar campeão da CUC 2016, nos titulares.

"Este é o campeonato mais difícil dos últimos anos"

Que boas recordações você traz dos tempos em que jogava nas categorias de base do Juventude? Foi uma época boa, onde a gente via de perto os treinamentos e jogos de atletas que se tornaram referência no futebol brasileiro, vários deles atuando depois na Seleção Brasileira ou em grandes clubes do Brasil e do exterior. Eu poderia citar, agora, jogadores como o Thiago Silva, Naldo, Fernando, Índio e Dante. Cheguei inclusive a treinar com alguns deles. E tem o Bruno, hoje jogador do São Paulo, que foi meu companheiro de time na base do Juventude.

Como foi a sua passagem pela Seleção Brasileira Sub 17? Foi no final de 2005. Era uma seleção preparatória para o Sul-Americano e fui convocado juntamente com o Felipe, então goleiro do Santos, e o Luiz Carlos, goleiro do Internacional. Eram três para duas vagas. Eu acabei ficando de fora.

Falando agora da atualidade, quais as equipes que são favoritas para ganhar a Copa União de Clubes, nos titulares? Eu citaria o Conceição, campeão do ano passado, o Juvenil de São Braz, que tem um time pegador, o São Virgílio, que se reforçou com atletas do Aliança, time campeão do Integração e da Copa dos Campeões, no ano passado. E também posso citar o Diamantino, que surpreende a todos pela boa equipe que tem.

E o seu time, Bevilacqua, pode chegar ao título? Em relação aos dois últimos anos, penso que este é o campeonato mais parelho, mais difícil de se ganhar. Mas o futebol, e principalmente o futebol amador, tem muitas surpresas e o Bevi-lacqua pode ser esta surpresa. Iniciamos bem, caímos de produção, mas agora nos últimos jogos melhoramos bastante. No ano passado caimos nas quartas de final, acho que injustamente, e com a reformulação já feita em 2015, acho que melhoramos muito em relação a anos passados. Podemos, sim, ser a surpresa entre tantas boas equipes do campeonato.

O que Leo pensa do futebol e o esporte em geral?

Acredito que o esporte, como um todo, representa uma grande oportunidade das pessoas poderem realizar algum tipo de atividade diferente. É uma forma saudável de lazer. O futebol, em específico, permite que a cada jogo possamos nos desafiar a ser melhores. Campeonatos amadores precisam ser fortalecidos e os jovens estimulados a participa- rem. Além disso, é muito bacana ver as famílias reunidas nos jogos, torcendo pelos seus atletas e comunidades.

SAIBA MAIS Nome: Leonardo Peruzzo Nascido em Caxias do Sul, em 24 de abril de 1988 Altura - 1,95 Peso - 88 kg Estado Civil - solteiro Família: Pai - Nelson Peruzzo Mãe - Eliane Peruzzo Irmão - Eduardo (24 anos) Atividade Profissional: Trabalha na empresa Gerdau, em Caxias do Sul Onde jogou: Enxuta, Juventude, Verona e Trento Calcio, na Itália Amador: E.C. Bevilacqua, desde 2010

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