Que Mário? Aquele bom de bola


Mário (D), aqui contra o São Virgílio, é destaque nos másters, jogando pelo São Luiz

Dentista, a caminho da terceira especialização, professor universitário, entre outras atividades. A vida de Mário Bassani é intensa e cheia de compromissos, determinando a necessidade de um planejamento meticuloso para dar conta de tudo. Mas, em meio a essa roda viva, ela coloca o futebol num lugar especial. “O futebol me deu praticamente tudo. Sou conhecido como dentista, mas mais de 50% dos meus pacientes vieram do conhecimento que tive no futebol”, explica. O gosto pelo esporte veio do pai, Attilio Bassani, um dos fundadores do Botafogo de Fagundes Varela, sua terra natal. Com 15 anos, foi para o time juvenil do Inter, onde atuou ao lado de Taffarel, Balalo, Sabará, Laércio, entre ou-tros. Ficou até ser dispensado, junto com João Antônio, pois o clube preferiu ficar com Sérgio Winck. Então com 18 anos, Mário perdeu o pai, o que o colocou num grande compromisso. Para encarar a faculdade em Pelotas, atuou como profissional do Pelotas, por três, anos, e no Farroupilha, em mais um. Nessa fase, vivia na concentração dos clubes. Ele usa esse período da vida como um exem-plo: “O futebol não é desculpa para ninguém deixar de estudar.” Em Caxias Depois de formado, Mário veio para Caxias, onde trabalharia na Enxuta, na sua profissão, e atuaria na equipe no Campeonato do Sesi. Mas jogou apenas uma partida, contra a Marcopolo. O dirigente dessa equipe, Raimundo Demore, ficou encantado com o seu futebol e o levou imediatamente, para o mesmo campeonato, o que motivou inclusive uma mudança no regulamento para evitar a repetição desse fato. Na Marcopolo, Mário conheceu o técnico Adenor Bachi, o Tite, de quem se tornou grande amigo e assumiu a condição de capitão da equipe. Em 1992, participou do célebre jogo que não terminou na decisão contra a Randon. “Fiquei longe, inclusive ajudei a socorrer um jogador da Randon, que estava caído”, explica. Nesse episódio, Mário colocou em prática um de seus princípios, que prega sempre que tem uma oportunidade: “No futebol, sempre tive adversários, não inimigos. Os adversários sempre me incentivaram a crescer.” Amizade De Tite, ele destaca a conduta. “Gosto da palavra ‘merecimento’, que ele usa muito. Eu era fissurado por treinos e ele chegou a me convidar para jogar no Veranópolis, mas trabalhava como dentista e não poderia sair.” Como resultado dessa amizade, há 20 anos ele joga com a turma do Carrossel, equipe do Centro de Esporte e Lazer Tite (Celte). Toda terça-feira, o grupo se reúne para encarar adversários diferentes. Na luta Em relação à Copa União, Mário acredita que o São Luiz é um dos candidatos ao título na categoria máster. “Estamos bem, mas depende de acertar o time nos últimos jogos (da primeira fase). Acho que nós, o Bevilacqua, o Conceição e o Pedancino estamos parelhos.” Sempre de alto astral, Mário ri quando alguém o relaciona ao personagem da velha brincadeira de trás do armário. Afinal, é nos gramados que ele costuma desfilar com um futebol de alta qualidade.

Rodada confirmada

Após dois adiamentos, devido ao Dia dos Pais e depois por causa das chuvas, a 10ª rodada da Copa União de Clubes vai acontecer neste sábado e domingo, com jogos importantíssimos para a classificação das equipes e posicionamento das mesmas na 2ª fase. Vale destacar que as quatro categorias do confronto entre União Forquetense e Botafogo vão jogar em Forqueta. Diferente do que estava previsto na semana passada, quando masters e veteranos jogariam em Conceição da Linha Feijó, porque o campo do UF estava cedido para um jogo de rugby. Destaque na rodada deste fim de semana fica para os jogos do Juvenil e Diamantino, líderes da categoria titulares, com 19 pontos. O Diamantino também lidera na categoria suplentes.

10ª Rodada 27/28 de Agosto

São Cristóvão x São Francisco Bevilacqua x Conceição São Virgílio x Minuano Pedancino x Diamantino Forquetense x Botafogo São Luiz x Juvenil

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