Integração: Flecha, do Catarinense, desabafa

19/08/2016

Presidente e também atleta da equipe master, Flecha diz que é muito difícil fazer futebol Amador sem dinheiro

 

Visão Esportiva entrevistou na última 4ª feira  Alexandre Paese, o Flecha, 47 anos, presidente da Associação Atlética Catarinense e também atleta dessa agremiação, na categoria máster. Tradicional clube do futebol amador de Caxias do Sul, o Catarinense foi um dos fundadores do Campeonato Integração, há 34 anos. Por uma série de problemas, esteve fora do campeonato por algum tempo e após a volta, há três anos, a sua participação nas quatro ca-tegorias deixa muito a desejar.


Tanto que, no atual campeonato, pode ficar fora da 2ª fase até nos masters e veteranos, onde apenas uma equipe é eliminada. Mas nos veteranos depende apenas de suas forças para se classificar. Nos masters, tem de vencer o Santa Lúcia e esperar que o Aliança não vença o Victor Emanuel/1º de Maio. Esta é a última rodada da 1ª fase. Nos suplentes e titulares, faltando ainda quatro rodadas para terminar a 1ª fase, as possibilidades de classificação ainda existem, mas o Catarinense está na penúltima posição nos titulares. 
Nos suplentes, pelo menos, o time vermelho e branco, que tem a sua sede esportiva em Forqueta, ocupa hoje a zona de classificação - está em 7º lugar e oito equipes se classificam ao final desta 1ª fase. Uma situação crítica por todos os lados.

 

Problemas


Flecha tem dá explicações para a má posição do Catarinense na tabela, e desabafa: “Sem dinheiro é muito difícil de fazer futebol amador. O Catarinense não paga atletas e ainda há o fato de que se pode jogar o Integração e outro campeonato. Então, o jogador vai atuar onde recebe dinheiro”, enfatizou, lembrando ainda uma série de problemas enfrentados com o grupo  de atletas nas quatro categorias. “Nós tínhamos uma pessoa, o Leandro, que à sua maneira conseguia parcerias para ajudar o Catarinense. Mas ele e outras pessoas foram envolvidos naqueles acontecimentos do ano passado - agressão ao árbitro, por parte de alguns   jogadores do Catarinense, em jogo contra o Estrela.

O Leandro até nos ajudou, na atual temporada, a formar o grupo de atletas no grupo de titulares, mas, alegando problemas pessoais, pediu para sair. Para nossa surpresa, foi trabalhar em outro clube - Minuano de Fazenda Souza, na Copa União de Clubes. E com ele saíram vários jogadores. Mas tudo bem, são dificuldades que a gente tem de passar por cima. O fato é que temos problemas nas quatro      categorias. Nos másters, onde jogo, a falta do goleiro Gaiola, em alguns jogos - por motivos profissionais -, nos prejudicou muito. A má campanha também ajudou na debandada do grupo, que era de 30 jogadores e agora o técnico Moacir chega a ter apenas 13, 14 jogadores para escalar aos sábados. Nos veteranos também perdemos vários jogadores para a Copa União, houve um racha no grupo, por problemas que a gente conhece bem e que tratamos internamente.  Nosso segundo quadro, do ano passado, também foi praticamente todo para o Diamantino, que lidera a Copa União de Clubes nesta  categoria. Então, é isso: clube que não paga jogador, não chega a lugar nenhum no campeonato”. Acrescenta que é totalmente contrário que um atleta possa disputar dois campeonatos na mesma época do ano.


Indagado se para o ano que vem o Catarinense pensa em parar novamente, respondeu negativamente. “O que a gente está falando com o Décio Casagrande - espécie de patrono do clube - é que temos de tratar do futebol mais cedo para 2017, diferente do que fizemos neste ano”. Acrescentou que ainda sonha colocar em prática, um antigo sonho, dele e de pessoas que realmente se dedicam ao Catarinense: ter uma escolinha de futebol na sede esportiva do clube. “Mas agora não dá, é impossível mesmo. Tenho muitos desafios no meu lado profissional”, conclui Flecha.

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